


O blog fala sobre Ginástica Rítmica. Informações sobre atletas, modalidades e muitas outras coisas.





A Ginástica Rítmica (GR) é uma modalidade esportiva que segundo GAIO (1996), apareceu em meados do século XX, na Europa Central, sendo influenciada pelas seguintes áreas: Dança, Arte Cênica, Música e Pedagogia. Esse esporte tem como característica principal a utilização de aparelhos portáteis, especificamente: arco, bola, corda, maças e fita., combinados com elementos corporais, acrobáticos e rítmicos, com acompanhamento musical, acoplados numa seqüência de movimentos que chamamos de série. Podendo ser individual ou em grupo (5 ginastas).
Muitas perguntas fazem parte deste processo de elaboração dessas séries e serão abordadas nesse trabalho, como: seleção da música, escolha dos elementos obrigatórios e livres, regulamento, a intensidade da participação da ginasta no processo, combinação mais adequada dos movimentos etc.
Foram entrevistadas quatro técnicas de GR que atuam ou já atuaram na cidade de Campinas, devido ao fato de terem ginastas de projeção na região. De acordo com LAKATOS e MARCONDES (1991) podemos chamar esse tipo de entrevista de despadronizada ou não estruturada. O entrevistador pode direcionar a conversa da forma que julgar necessário de acordo com cada entrevistado.
Pergunta direcionadora: Como se dá o processo de elaboração de uma série de GR no seu trabalho?
1. Escolha da Música
A escolha da música é feita pela ginasta com o auxílio da técnica, devendo respeitar a faixa etária, o aparelho e as características de cada uma. A música pode ser escolhida anteriormente a escolha dos elementos corporais. Conforme VIEIRA (1982) “a música valoriza o movimento através de maior expressão, emoção e capacidade de transmitir beleza e técnica, proporcionando segurança e amplitude de movimentos”.(p. 13). O trabalho com música não deve se restringir apenas ao período de elaboração das séries, mas sim estar presente em todas as aulas. Ao colocar diferentes estilos musicais, a técnica começará a observar o estilo de cada ginasta, através de suas preferências e afinidades.
2. Escolha dos elementos
E feita conjuntamente com a ginasta, dentro do que ela consegue executar. Num primeiro momento esses elementos podem ser escolhidos de forma livre pela ginasta para que ela possa ir tendo contato com as regras da modalidade. Os melhores movimentos vão gerar a estrutura básica da série. A partir do momento que a ginasta tem a oportunidade de criar e participar ativamente da elaboração da série, começará a ter contato com as regras que compõe a GR.
3. Início da montagem das séries e exigências técnicas
A série começa a ser montada juntamente com cada ginasta, sendo que com as menores a técnica interfere de forma mais constante. Ou criação pode-se fazer presente somente no momento da elaboração das séries, sendo específico ao campeonato e as exigências da série. As ginastas podem anotar a série para que assimilem melhor a movimentação e o dinamismo da mesma. Para VIEIRA (1982) a série é um trabalho coletivo da música, do movimento, dos ritmos, das formas, das direções e da dinâmica.
Nesse momento da criação a técnica precisa dar o maior número de informações e incentivo (motivação) à ginasta para que ela possa criar sua série, respeitando as características e exigências do Código de Pontuação.
Numa análise geral do trabalho, o processo de elaboração das séries deve começar bem antes do último mês que antecede a competição, sendo um dos conteúdos a ser estruturado no planejamento.
Para a ginasta é muito importante a segurança em sentir que faz parte da série, vivenciar o máximo possível a sua música durante os treinos, o papel que vai interpretar no momento da competição e também estar ciente da responsabilidade de executar os movimentos da forma correta, pois são esses os erros que causam maior despontuação.

A história da Ginástica Rítmica começa um pouco mais tarde do que a da Ginástica Artística. Este tipo de atividade física aposta mais na elegância e na beleza do que no esforço e na resistência. A outra diferença importante entre a Ginástica Desportiva e a Ginástica Artística baseia-se na forma de utilização dos equipamentos, que são complementos dos movimentos na primeira e suporte para as acrobacias na segunda. Neste sentido, a pontuação na Ginástica Rítmica baseia-se não só na execução correta dos movimentos, mas também na graciosidade das atletas, pois este desporto está reservado apenas às mulheres (competitivamente falando).
A Ginástica Desportiva já era praticada desde os finais da I Guerra Mundial, embora sem que regras específicas tivessem sido fixadas. Muitas escolas inovaram a forma como se praticavam os exercícios tradicionais de ginástica através da junção da música que exige o ritmo nos movimentos das ginastas. Apenas em 1946 é feita uma primeira distinção na ginástica de competição, na Rússia, quando surge também a designação de Rítmica.
Em 1961 vários países do leste Europeu organizam um campeonato internacional desta disciplina e no ano seguinte a Federação Internacional de Ginástica reconhece a nova modalidade nas suas regras, sendo que em 1963 se realiza o primeiro campeonato mundial. A maior parte dos equipamentos utilizados atualmente foram introduzidos nesta competição com a exceção da fita e das maças.
Em 1984 a Ginástica Rítmica faz a sua primeira aparição olímpica, embora as melhores ginastas a nível mundial, provenientes dos países do Leste europeu não tivessem concorrido nesse ano devido ao boicote realizado por esses países. Em 1996 os Jogos Olímpicos trazem ainda uma outra modificação nesta competição, tendo sido introduzida a prova de grupo.
As competições são individuais ou em grupos de 5 ginastas. Cada movimento de uma rotina de Ginástica Rítmica envolve um grau alto de habilidade atlética. Um ginasta rítmico deve possuir as seguintes habilidades: força, energia, flexibilidade, agilidade, destreza e resistência. Na ginástica de grupo, os atletas precisam desenvolver na sua equipe de treino, sensibilidade, adaptação rápida e antecipação, além das habilidades acima mencionadas.
Os aparelhos se diferenciam muito nas suas composições. O atleta tem que coordenar movimentos de corpo muito difíceis com os elementos do aparelho que estiver usando.
Caracteriza-se por balanços, círculos, rotações, figuras com movimentos tipo "oito", lançamentos e capturas da corda. Os ginastas também saltam e saltam com a corda aberta ou dobrada, segura por ambas as mãos. A corda é feita de linho ou material sintético; proporcional ao tamanho da ginasta.
Os movimentos mais comuns com o arco incluem balanços, rolamentos, lançamentos e capturas, giros, incursões no arco, rotações do arco no chão e rotações do arco ao redor da mão e outras partes do corpo. O mais impressionante aqui está nos altos lançamentos e nas técnicas complexas para pegar o arco de uma forma diferente a cada momento. O arco é feito de madeira ou plástico, possui diâmetro interior de 80-90cm e peso mínimo de 300 gramas.
Ondas, círculos, lançamentos e capturas, movimentos com a bola equilibrada na mão, saltos e giros com a bola no chão e ao longo de partes do corpo são os movimentos mais comuns desta especialidade. A bola é feita de borracha ou material sintético, e seu diâmetro é 18-20cm e o peso mínimo é 400 gramas.
Balanços, círculos grandes, círculos pequenos, moinhos, lançamentos e capturas, e batidas rítmicas são os movimentos mais comuns. As maças são feitas de madeira ou material sintético, com cerda de 40-50cm de comprimento, e seu peso é de 150 gramas cada; a cabeça da maça deve ter no máximo 3cm. Têm a aparência de garrafas invertidas.
São incluídas nas rotinas de fitas, espirais, balanços, círculos, lançamentos e capturas, e movimentos com figuras tipo 'oito'. A fita deve permanecer em movimento constantemente.
A fita possui uma vareta que é feita de madeira ou material sintético e tem diâmetro máximo de 1cm, por 50-60cm de comprimento; a fita é feita de cetim ou material semelhante com largura de 4-6cm por 6 m de comprimento; o peso da fita deve ser de no mínimo 35g.
Na prova de grupo cinco atletas trabalham juntas como uma só unidade. O grupo é julgado na habilidade das atletas para demonstrar domínio de corpo e habilidades dos aparelhos de maneira sincronizada, harmoniosa. Um exercício de grupo tem que incluir dificuldades das mesmas categorias de movimento de corpo que aplicam à competição individual e movimentos característicos do aparelho. Além disso, as atletas de grupo têm que executar elementos que envolvem trocas grandes e pequenas de equipamento. Quanto mais interação houver entre as ginastas, melhor será o exercício.
Cada grupo tem que competir com duas rotinas diferentes. O aparelho a ser usado em competição de Grupo é escolhido pela FIG. Uma das rotinas é executada com cinco aparelhos iguais, a outra rotina é coreografada com os aparelhos misturados.
Atletas de grupo devem trabalhar como uma equipe. A interação íntima das cinco atletas dentro de uma área (um tapete quadrado) de 13x13m e as muitas trocas de materiais que acontecem durante uma série, força cada atleta para que este seja extremamente sensível aos movimentos e ações dos demais integrantes do grupo.
Cada rotina deve durar entre 60 e 90 segundos. Quanto à arbitragem, existem duas bancas diferentes, uma que atribui a nota técnica e outra que atribui a nota artística.
Para melhorar o desempenho de uma ginasta, há alguns pontos importantes que devem ser considerados:
compreender e dominar as diferentes técnicas é indispensável para não cometer erros que podem ser penalizados na pontuação final;
alguns elementos são mais importantes do que outros, mas podem também ser mais difíceis ou arriscados e podem não se conjugar com a coreografia escolhida;
a ginasta deve concentrar-se nos elementos mais difíceis que valem mais pontos, mas que também requerem mais esforço e treino;
os elementos de ligação não devem ser esquecidos, pois são eles que conferem ritmo e equilíbrio a todo o exercício, sendo fundamentais para um bom desempenho;
alguns elementos podem ser executados de uma forma pouco clara, o que depois pode trazer problemas de interpretação por parte dos árbitros; é necessário interpretar todos os elementos de uma forma clara e simples para que não subsistam quaisquer dúvidas;
uma apresentação muito boa não é fácil, mas também não é impossível, basta muita dedicação, esforço e treino.
Para que os juizes considerem um salto válido, este deve ter uma altura adequada para a estatura da ginasta e do aparelho utilizado, e o centro de gravidade da ginasta deve estar suficientemente elevado. A forma do corpo durante o salto deve estar bem definida, assim como a definição da sua amplitude. A chegada ao solo é também muito importante pois uma descida muito forte pode levar a uma penalização. Estes elementos devem ser utilizados com a corda ou com o arco.
Consiste na formação de uma posição estática num exercício. Esta posição deve manter-se durante pelo menos um segundo e ter como base de sustentação os dedos dos pés ou um joelho. As ginastas nunca devem executar movimentos desnecessários durante, antes ou na conclusão do exercício, nem podem utilizar as mãos ou o aparelho como apoio. Os aparelhos a serem utilizados nos elementos de equilíbrio são a bola ou as maças.
Esta rotação do corpo deve partir de uma posição estática, sendo que deve passar um pouco para além dos 360º para ser considerada uma volta completa ou mais de 720º para ser uma volta dupla completa. O pivot deve ser executado na ponta dos pés e a forma do corpo devem ser mantida até ao final da rotação. A perda de equilíbrio e o apoio no calcanhar durante a rotação são duas faltas graves neste elemento, que deve ser executado nos exercícios com a fita.
Estes elementos consistem na obtenção de uma posição bastante estendida para atestar a flexibilidade da ginasta. Assim, devem possuir uma amplitude considerada satisfatória e uma forma do corpo bem definida para serem considerados válidos. Uma perda de equilíbrio ou a não colocação da cabeça no movimento conjunto são faltas freqüentes num exercício que pode ser aplicado a qualquer aparelho.
O resultado base para cada exercício é de 9.6 pontos, aos quais podem ser descontados pontos devido a faltas ou acrescidos bônus para exibições excepcionais. Nas competições por grupos, a pontuação base é 19.20, sendo a pontuação máxima 20 pontos.
Cada exercício deve incluir 4 elementos de dificuldade B e 4 elementos de dificuldade A. Nas finais são exigidos também elementos de maior dificuldade, C e D, um dos quais deve ser executado com a mão esquerda. A totalidade do solo (tablado) deve ser utilizado durante o exercício, e os elementos devem fluir na coreografia e não seguir-se apenas uns aos outros.
A ordem dos exercícios é decidida pela Federação Internacional de Ginástica. Para os Jogos Olímpicos essa ordem é corda, bola, maças e fita e para as outras competições de ginástica rítmica é corda, arco, bola, maças e fita.
Existem diversas faltas que podem ser cometidas ao longo do exercício e que vão condicionar a pontuação. Algumas delas são:
- falta de unidade no exercício;
- falta de equilíbrio entre os diversos elementos;
- utilizar os aparelhos apenas como decoração e não como parte integrante dos elementos;
- música inadequada, com pausas prolongadas ou com um final brusco;
- falta de variedade nos elementos executados, nos movimentos do corpo ou nas transições;
- começar o exercício sem contato com o aparelho.
O acréscimo de pontos pode advir de diversos fatores, nomeadamente:
- originalidade da coreografia;
- acompanhamento musical;
- desempenho excepcional por parte da ginasta.
Existem diversos exercícios obrigatórios que incluem balanços, círculos, enrolar e desenrolar a corda, atirar ou receber a corda. As ginastas podem ainda saltar através da corda aberta ou dobrada de diferentes formas.
Os passos a serem executados com o arco são os saltos, as rotações, atirar e apanhar o arco. As manobras que podem ser consideradas mais difíceis e passivas de receber bônus são a projeção do arco a uma altura elevada e apanhá-lo de uma forma original e diferente.
A bola não pode ser agarrada, apenas sustentada com a mão, o que significa que são necessários movimentos mais graciosos como rodá-la, segurá-la para fazer passar sobre ou sob o corpo da ginasta e atirá-la para o ar.
Os movimentos mais freqüentes neste exercício são as rotações, atirar as maças ao ar ou passá-las de mão em mão e movimentá-las de forma rítmica para acompanhar a música.
O exercício com fita proporciona um espetáculo bastante bonito quando a ginasta a agita de modo a formar diferentes padrões e figuras. Existe uma regra importante neste aparelho que é a obrigatoriedade da constante movimentação da fita.
Num grupo, os seus cinco elementos devem trabalhar de forma unida e coesa, pois a pontuação final depende não só do desempenho individual, mas também da prestação de todas em conjunto. O tipo de elementos que devem ser executados nestes exercícios são semelhantes às prestações individuais, com a exceção das trocas de aparelhos, que abrem um vasto leque de combinação de movimentos.
Cada grupo deve competir com duas rotinas diferentes, sendo uma delas com todos os aparelhos iguais e a outra com diferentes aparelhos combinados.









A Ginástica Rítmica também conhecida como GRD - Ginástica Rítmica Desportiva, é uma atividade desportiva de infinitas possibilidades de movimentos corporais, que combina elementos de ballet, ginástica e dança teatral, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, pode ser iniciada em média aos seis anos e não há idade limite para finalizar a prática deste desporto, onde encontramos competições individuais ou em conjunto (cinco ginastas ao mesmo tempo).
A Ginástica Rítmica desenvolve graça e beleza em movimentos criativos que são traduzidos através de expressões pessoais e possui uma forma artística que proporciona prazer e satisfação estética aos que a assistem. As exigências de rendimento são altas desde as categorias menores e há um elevado grau de exatidão na realização de elementos complexos, o que obriga a ginasta a treinamentos intensos e diários.
As competições internacionais são divididas entre júnior (meninas até 15) e sênior (meninas de 16 ou mais). As ginastas geralmente começam a treinar muito jovens e têm seu auge no fim da adolescência e início dos vinte anos. Os maiores eventos da GRD são os Jogos Olímpicos, o Campeonato Mundial, o Campeonato Europeu e o Torneio Internacional de Corbeil-Essonnes.
A Ginástica Rítmica começou como variação da Ginástica Artística. Durante a II Guerra Mundial, houve um período conhecido como Bloqueio Ginástico, devido à proibição alemã da prática do esporte. Justamente após este período, começaram a surgir na Europa os primeiros esboços da Ginástica Rítmica em si, como um modo de aliar ritmo e expressividade aos movimentos da Ginástica tradicional. Na década de 1930, o músico e professor de Educação Física Heinrich Medau introduziu a bola, o arco e as maças no esporte enfatizando seu uso e a interação dos aparelhos com o corpo. Na tentativa de suavizar os movimentos bruscos e suntuosos praticados pelos homens na Ginástica Artística, aos poucos foi-se introduzindo música e novos aparelhos para exaltar a feminilidade das ginastas. Nesta época, vários países inovavam os exercícios tradicionais da Ginástica Artística de acordo com seus costumes e folclore.
Em 1946 surgiu na antiga União Soviética o termo “rítmica” e é realizado no país uma competição. No mesmo ano, o esporte atrela-se a Ginástica Artística durante as Olimpíadas de Londres onde cada país que tivesse uma equipe artística teria que a participar de duas provas rítmicas de conjunto. Nos Jogos Olímpicos seguintes, em Helsinque, em 1950, trocou-se o conjunto por provas com arco. Nesse mesmo ano foi fundada, em Frankfurt, a Liga Internacional de Ginástica Moderna (LIGIM) para divulgar o esporte. Em 1961, vários países do Leste Europeu organizaram o primeiro campeonato internacional da modalidade, mas somente a partir de 1963 os campeonatos internacionais começaram a ser promovidos sob a jurisdição da FIG.
A partir de 1975, através de decisão tomada em Assembléia Técnica do 53º Congresso da FIG, passou a ser chamada oficialmente de Ginástica Rítmica Desportiva. Em 1980, o esporte foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional integrando os Jogos de Moscou daquele ano como esporte de apresentação e deixando de ser um desporto, então mudou-se o nome para Ginástica Rítmica apenas. Na Olimpíada seguinte, em 1984, em Los Angeles, o esporte passou a valer medalhas com competições individuais. A partir dos Jogos de Atlanta, em 1996, a GR passou a ser disputada em provas de conjunto.
No Brasil, a atual Ginástica Rítmica, teve várias denominações diferentes, primeiramente denominada de Ginástica Moderna, Ginástica Rítmica Moderna, e sendo praticada essencialmente por mulheres, passou a ser chamada de Ginástica Feminina Moderna. E a seguir, por decisão da Federação Internacional de Ginástica, passou a denominação de Ginástica Rítmica Desportiva, e hoje, finalmente Ginástica Rítmica.
Prioritariamente um esporte feminino, a ginástica rítmica ganhou uma versão masculina desenvolvida no Japão. Enquanto a versão feminina prima pela beleza da graciosidade e sutileza dos movimentos, a modalidade masculina exalta força e resistência combinando a ginástica tradicional feminina com a arte marcial wushu. Os homens podem competir em grupos de 6 atletas sem aparelhos e apresentação se assemelha ao aparelho solo da Ginástica Artística masculina. Entre os elementos estão equilíbrio, saltos verticais e formação de correntes. Individualmente o ginasta manuseia quatro aparelhos: dois arcos menores (no lugar de um grande para o feminino), dois bastões longos, duas maças e a corda. O uniforme é geralmente composto de camiseta colant com calças ou short.
Nos últimos vinte anos as competições se espalharam por alguns outros países além do criador Japão, e hoje o esporte é praticado também na Austrália, no Canadá, na Coréia do Sul, nos Estados Unidos, na Malásia, no México e na Rússia.
Em 2003 aconteceu o primeiro campeonato internacional com cinco países participantes. Em 2005, o número aumentou para sete.
Por ser um esporte ainda novo, as competições são realizadas sob a autoridade da FIG, mas ainda sem o aval da mesma. O Japão pleiteia ante à entidade pelo reconhecimento do esporte.
O programa das ginastas individuais normalmente é composto por 4 exercícios, usando 4 dos 5 aparelhos. A ciclo olímpico, um aparelho fica de fora.
A duração de cada exercício pode variar entre 1’15” e 1’30”. Para o conjunto, a composição é de dois exercícios. A duração é de no mínimo 2’15” e de no máximo 2’30”. As músicas executadas são de livre escolha dos técnicos de acordo com a rotina que desejam executar, mas há a ressalva de que não pode haver voz humana cantada em forma de palavras.O cronômetro é acionado no momento em que a ginasta (ou a primeira ginasta do conjunto) começa seu movimento e é parado no momento em que a ginasta (ou a última ginasta do conjunto) estiver completamente imóvel sobre o chão.
Um comitê técnico dentro da Federação composto pelas chamadas “Madames” detecta erros e potenciais a serem desenvolvidos dentro da Ginástica Rítmica. Nesse sentido, até 1984, a ênfase dos movimentos era dada aos aparelhos. Após as Olimpíadas de Barcelona, em 1992, a ênfase passou a ser a flexibilidade do corpo das ginastas.
O júri é composto por Júri de Composição, que, subdividido, analisa o Valor Técnico e o Valor Artístico das séries; e Júri de Execução, que analisa as faltas técnicas.
O uniforme feminino é composto por maiô sem mangas ou de mangas longas, podendo ou não ser usado um pequeno saiote por cima.